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Serviço 01 · Carro-chefe

Fenotipagem e análise de resistência a doenças

Avaliação precisa do comportamento de materiais genéticos frente às principais doenças florestais. Ensaios em casa de vegetação, campo e ambientes controlados medem severidade, progresso e impacto de cada doença, clone a clone.

Por que damos tanto destaque à fenotipagem

Crescimento se mede no campo. Resistência, só com doença.

Um clone pode passar anos de seleção por volume e qualidade da madeira sem nunca encontrar o patógeno que vai derrubá-lo. Em plantio clonal, esse único genótipo ocupa milhares de hectares — e a perda aparece no fim do ciclo.

  • O teste de crescimento não revela suscetibilidade. Sem o patógeno presente, clone resistente e suscetível parecem iguais.
  • A doença em campo é irregular. Depende do ano, da região e da pressão de inóculo; ausência de sintoma não é resistência.
  • O ensaio controlado reproduz as três condições da doença — hospedeiro sadio, patógeno agressivo e ambiente favorável — e separa os clones com dado.
Duas linhas de plantio lado a lado: clone resistente com copa verde à esquerda e clone suscetível com árvores secas à direita
Mesmo talhão, mesma doença: clone resistente (esq.) × suscetível (dir.)

Calculadora de risco

E se nenhum clone resistir?

Nos ensaios da Clonar, a proporção de clones resistentes varia de 29 % a 59 %, conforme o patógeno. Quando a fenotipagem acontece só no fim do programa, com poucos finalistas, a chance de todos serem suscetíveis deixa de ser pequena.

  • Escolha o patógeno e o número de clones que chegam ao teste de doença.
  • Compare poucos clones no fim do programa com muitos clones no início.
  • Fenotipar cedo não elimina o risco: transforma o risco em descarte barato, antes do investimento em ensaio de campo.
1 · Patógeno
2 · Clones que chegam ao teste de doença
5
1,5clones resistentes esperados no lote
18 %de chance de nenhum clone ser resistente

Cálculo: (1 − p)n, com p = proporção de clones resistentes observada nos ensaios Clonar para o patógeno (apresentação técnica, 2026). Supõe clones independentes; clones aparentados tendem a se comportar de forma parecida, o que aumenta o risco real. Pontos: valor esperado, verde = resistente.

O que avaliamos

Sete doenças, cada uma com o seu protocolo

Ver o banco de isolados
DoençaAgenteOnde atacaPrincipal variável avaliadaClones resistentes nos ensaios
Murcha de Ceratocystis
Ceratocystis fimbriata
fungo
Lenho e sistema vascularComprimento da lesão no lenho (cm) e murcha
52 %
Murcha de Ralstonia
Ralstonia solanacearum
bactéria
Raízes e vasosIncidência e severidade de murcha
29 %
Seca de ponteiros
Erwinia psidii
bactéria
Ponteiros e brotaçõesSeveridade da seca de ponteiros
36 %
Mancha de Calonectria
Calonectria pteridis
fungo
FolhasÁrea foliar lesionada e desfolha
29 %
Mancha de Teratosphaeria
Teratosphaeria nubilosa
fungo
Folhas juvenis e adultasSeveridade da mancha foliar
59 %
Mancha bacteriana
Xanthomonas axonopodis
bactéria
FolhasSeveridade das lesões foliares
34 %
Ferrugem
Austropuccinia psidii
fungo
Brotações e folhas jovensEscala de notas por tipo de pústula
33 %

Clones resistentes nos ensaios: proporção sobre o total de clones avaliados por patógeno, ensaios de resistência da Clonar (apresentação técnica, 2026). Verde = resistente; ocre = suscetível.

Como é um ensaio

Do planejamento ao laudo, em cinco etapas

Metodologia em detalhe

Planejamento

Definimos com a sua equipe os clones, as doenças, as testemunhas e o delineamento.

Testemunhas de reação conhecida em todo ensaio

Plantas padronizadas

Mudas sadias, de mesma idade e porte, para que a única variável seja a genética.

Hospedeiro sadio

Inoculação

Isolados representativos do banco, com inóculo preparado e quantificado para cada patógeno.

Patógeno agressivo

Incubação e avaliação

Ambiente favorável à infecção e avaliação por escalas padronizadas e medidas diretas.

Ambiente favorável

Análise e laudo

Análise estatística, classificação por clone e recomendação para o programa.

Resistente · tolerante · suscetível

O que você recebe

Um laudo que vira decisão no comitê de genética

O resultado não é uma foto bonita do ensaio: é a classificação de cada material com o dado que a sustenta, pronta para entrar no índice de seleção.

  • Comparação com testemunhas resistente e suscetível conhecidas, que validam o ensaio.
  • Reunião técnica de apresentação com a equipe de melhoramento do cliente.
  • Confidencialidade: materiais genéticos e resultados pertencem ao cliente.
ClonarLaudo de fenotipagem · estrutura
  1. Identificação do ensaioClones, doença, isolados utilizados com origem e código no banco
  2. Delineamento e condiçõesRepetições, testemunhas, inóculo, temperatura e umidade registradas
  3. Resultados por cloneMédias, variabilidade e análise estatística da variável avaliada
  4. ClassificaçãoResistenteToleranteSuscetível
  5. Registro fotográficoSintomas por clone e testemunhas, nas datas de avaliação
  6. RecomendaçãoLeitura técnica para o programa de melhoramento

É possível customizar?

Ensaios desenhados para a pergunta da sua empresa

Análises de resistência não são todas iguais. O mesmo serviço se ajusta à fase do programa, à região de plantio e às doenças que mais preocupam.

Isolados da sua região

Quando o problema é local, coletamos e isolamos o patógeno do seu talhão e o incluímos no ensaio.

Vários isolados por doença

Painéis com isolados de agressividade diferente, para que o clone aprovado resista à diversidade real do patógeno.

Painel multipatógeno

O mesmo lote avaliado para duas ou mais doenças, com uma leitura integrada da sanidade de cada clone.

Triagem no início do programa

Grandes lotes avaliados cedo, quando descartar um clone ainda é barato. É onde a fenotipagem rende mais.

Perguntas frequentes

O que gerentes de melhoramento costumam perguntar

Quantos clones posso avaliar em um ensaio?

O ensaio é dimensionado na proposta: vai da triagem de grandes populações no início do programa à confirmação de poucos finalistas. O número de repetições e de testemunhas acompanha o tamanho do lote, para que a comparação estatística continue válida.

Os isolados usados representam a minha região?

O banco reúne 2.234 isolados de diferentes regiões, hospedeiros e anos de coleta, e a escolha é feita por origem e agressividade. Quando o problema é específico de uma área, o patógeno pode ser coletado no seu campo e incluído no ensaio.

O resultado em casa de vegetação vale para o campo?

O ensaio controlado reproduz as três condições da doença com pressão de inóculo alta e uniforme, o que separa resistentes de suscetíveis com segurança e em pouco tempo. Quando a pergunta exige, a validação em campo entra como etapa de um projeto de pesquisa aplicada.

Quanto tempo leva um ensaio?

Depende da doença, do patógeno e do número de avaliações previstas. O prazo de cada ensaio é informado na proposta.

Preciso enviar mudas ou a Clonar produz as plantas?

O modelo é definido na proposta, conforme o material genético e a logística do cliente.

Os resultados são confidenciais?

Sim. Materiais genéticos e resultados pertencem ao cliente e são tratados sob confidencialidade.

Próximo passo

Tem um clone em liberação ou um lote para triar? Fale com a equipe técnica.

Conte a doença, o número de clones e a fase do programa. Retornamos em até um dia útil com uma proposta de ensaio.

ou escreva para comercialclonar@gmail.com

Falar com a equipe técnica